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Síndrome do Olho Seco

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Recomendações:
  • Sempre tratar os distúrbios que contribuem para o olho seco (meibomite, blefarite, ceratopatia de exposição, etc.).

Tratamento Farmacológico

    1. Em casos leves, utilizar l ágrimas artificiais: Escolha uma das seguintes opções:
  • Carmelose sódica (0,15%) 1 gota, uso tópico até de 6/6 horas;
  • Carboximetilcelulose sódica (0,5%) 1 gota, uso tópico até de 6/6 horas.
    2. Em casos mais graves, aumentar a frequência da lubrificação e usar colírios sem conservantes: Escolha uma das seguintes opções:
  • Hialuronato de sódio (0,15%) 1 gota, uso tópico de 2/2horas ;
  • Hialuronato de sódio ( 1 mg/mL) 1 gota, uso tópico de 2/2 horas.
    3. Em casos mais graves, considerar o uso de g el ou pomada lubrificante: Escolha uma das seguintes opções:
  • Dexpantenol (gel oftálmico tópico 50 mg/g) 1 gota até de 8/8 horas (conforme gravidade);
  • Ácido poliacrílico a 0,2% ( gel oftálmico tópico) 1 gota até de 8/8 horas (conforme gravidade).

4. Se inflamação intensa: Ciclosporina (0,05%) 1 gota de 12/12 horas.

5. Se houver filamentos ou muco, removê-los com pinça e considerar: Acetilcisteína 10% (medicamento manipulado) (colírio) 1 gota de 6/6 horas.

6. Olho seco moderado: Suporte nutricional com ômega 3 (óleo de linhaça ou óleo de peixe): cápsula de 500 mg ou 1 g, 2 vezes/dia.

Tratamento Não Farmacológico

1. Considerar oclusão do ponto lacrimal.

2. Uso terapêutico de lentes esclerais pode atuar como adjuvante em pacientes com olho seco grave e acometimento importante da superfície ocular.

3. Tarsorrafia, injeção de toxina botulínica e transplante de glândula submandibular podem ser usados em casos específicos.

4. Tratamento com luz intensa pulsada pode ser realizado, sendo efetivo principalmente nos pacientes com meibomite associada.

Orientações ao Paciente

  • Utilizar medidas para evitar a evaporação excessiva da lágrima, como:
    • Usar umidificadores de ar;
    • Evitar ventiladores e ares-condicionados;
    • Evitar vento direto nos olhos, ambientes poluídos e fumaça;
    • Evitar esforço visual prolongado (como leitura e uso de telas).

Outras Informações

Autoria principal: Juliana Maria da Silva Rosa (Oftalmologia).

Revisão: Alléxya Affonso A. Marcos (Oftalmologia).

Suwal A, Hao JL, Zhou DD, et al. Use of intense pulsed light to mitigate Meibomian gland dysfunction for dry eye disease. Int J Med Sci. 2020; 17(10):1385-92.

Alves MR, Nakashima Y, Tanaka Tatiana. Clínica oftalmológica - condutas práticas em oftalmologia. 1a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. [cms-watermark]

Kanski JJ, Bowling B, Nischal KK, et al. Clinical ophthalmology, a systematic approach. 7th ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2011.

Ehlers JP, Shah CP. Manual de doenças oculares do Wills Eye Hospital. Diagnóstico e tratamento no consultório e na emergência. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2009. [cms-watermark]