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Síndrome das Pernas Inquietas

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

  • A escolha terapêutica depende de vários fatores, sendo essencial excluir as causas de base e tratá-las quando presentes;
  • O objetivo é reduzir ou diminuir os sintomas e melhorar a vida diurna, o sono e a qualidade de vida; [cms-watermark]
  • Os quadros leves devem priorizar a abordagem não farmacológica e a reposição de ferro quando necessária;
  • Como uma ferritina baixa parece estar relacionada à gravidade dos sintomas, sugere-se a reposição de ferro quando os níveis em jejum estiverem baixos;
    • A reposição empírica não deve ser feita, pois o excesso de ferro pode representar riscos ao paciente;
    • Para mais informações, consulte a prescrição de Anemia por Deficiência de Ferro. [cms-watermark]
  • Para síndrome das pernas inquietas (SPI) crônica persistente em adultos, apesar da suplementação apropriada de ferro, a terapia de primeira linha é com um ligante de canal de cálcio alfa-2-delta, exceto quando certas comorbidades estiverem presentes. Nesses casos, um agonista da dopamina é a primeira escolha:
    • Comorbidades: O besidade, depressão grave, instabilidade da marcha, doença respiratória ou histórico de transtorno por uso de substâncias.
  • A duração do tratamento farmacológico pode ser longa, mas ainda não foi estabelecido qual o período ideal. Alguns estudos sugerem eficácia por 6-12 meses, mas pode chegar a mais. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

Escolha uma das classes conforme orientações ao prescritor:

    Classe A: Agonistas dopaminérgicos: Escolher uma das opções: [cms-watermark]
  • Pramipexol 0,125-0,75 mg VO de 24/24 horas; [cms-watermark]
  • Rotigotina adesivos de 1-3 mg de 24/24 horas. [cms-watermark]

    Classe B: Ligantes alfa-2-delta de canais de cálcio: Escolher uma das opções: [cms-watermark]
  • Gabapentina 300-2.400 mg VO de 24/24 horas; [cms-watermark]
  • Pregabalina 2-300 mg/dia VO de 24/24 horas. [cms-watermark]

Tratamento Não Farmacológico

  1. Higiene do sono. [cms-watermark]
  2. Suspender as medicações que não são realmente necessárias e, se possível, trocar aquelas que podem interferir no quadro.
  3. Evitar substâncias estimulantes à noite como café, nicotina e álcool.
  4. Estratégias comportamentais: Massagens, caminhadas, banhos quentes ou frios, realização de tarefas mentais no momento em que estiver com os sintomas.
  5. A prática regular de atividade física longe da hora de dormir também pode ser benéfica. [cms-watermark]