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Fratura do Quadril em Pediatria

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Decisão terapêutica:
  • Reservado para o tipo I de Delbet com menos de 2 anos; fraturas não desviadas dos tipos II e III de pacientes com menos de 5 anos;
  • A maioria das fraturas do tipo IV em menores de 10 anos pode ser tratada com combinação de tração e imobilização gessada. Politrauma, fraturas instáveis ou falha em manter uma redução adequada são indicações de fixação interna. Alguns autores manejam não cirurgicamente essas fraturas até a idade de 3 a 4 anos.
    Observações sobre anti-inflamatórios não esteroides (AINEs):
  • Evitar seu uso contínuo;
  • Não devem ser usados por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação com inibidores de bomba de prótons (IBPs) reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINEs.
    Acompanhamento radiológico:
  • Reavaliação semanal com radiografias para verificar manutenção da redução. Em caso de desvio secundário, o tratamento cirúrgico será considerado.

Imobilização

Com gesso pelvipodálico tipo spica por 6 a 12 semanas.

Tratamento Farmacológico

      1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona gotas (500 mg/mL) 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO a cada 6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
      2. AINEs: E scolha uma das seguintes opções:
    • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias;
    • Ibuprofeno gotas (50 mg/mL) 0,6-2 gotas/kg/dose VO a cada 6 ou 8 horas. Dose máxima: 40 mg/kg/dia ou 1.200 mg/dia; maiores de 12 anos: 40 gotas/dose VO a cada 4 ou 6 horas. Dose máxima: 400 mg/dose ou 1.200 mg/dia. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
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Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Manter a imobilização limpa e seca;
  • Acompanhamento radiológico semanal nas primeiras 3 semanas para evitar a perda de redução.

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Evitar seu uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação com IBPs reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. Hidratação oral.

Imobilização

Gesso pelvipodálico é utilizado para proteção no pós-operatório das fixações cirúrgicas realizadas. É mantido, em média, por 6 semanas até a consolidação das fraturas. Alguns tipos de fixação, especialmente em pacientes mais velhos, dispensam o uso de imobilização.

Tratamento Farmacológico

      1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona gotas (500 mg/mL) 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO a cada 6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
      2. AINEs: E scolha uma das seguintes opções:
    • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias; [cms-watermark]
    • Ibuprofeno gotas (50 mg/mL) 0,6-2 gotas/kg/dose VO a cada 6 ou 8 horas. Dose máxima: 40 mg/kg/dia ou 1.200 mg/dia; maiores de 12 anos: 40 gotas/dose VO a cada 4 ou 6 horas. Dose máxima: 400 mg/dose ou 1.200 mg/dia. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.

    Profiláticos e Sintomáticos

      1. Analgésico e antitérmico: Em caso de dor ou febre ≥ 37,8ºC. Escolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO a cada 6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.

    2. Opioide: Tramadol 0,02-0,04 mL/kg/dose EV a cada 8 horas.

      3. Antieméticos: Em caso de náusea e/ou vômito. Escolha uma das seguintes opções:
    • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 0,02-0,1 mL/kg/dose EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
    • Bromoprida (10 mg/2 mL) 0,03-0,06 mL/kg/dose EV a cada 8 horas.

Orientação ao Paciente

    Recomendação:
  • Manter a imobilização limpa e seca.

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Evitar seu uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação com IBPs reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.

Imobilização

Gesso pelvipodálico é utilizado para proteção no pós-operatório das fixações cirúrgicas realizadas. É mantido, em média, por 6 semanas até a consolidação das fraturas. Alguns tipos de fixação, especialmente em pacientes mais velhos, dispensam o uso de imobilização.

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. SF 0,9% 30-40 mL/kg EV em 24 horas.

Antibioticoprofilaxia

    1. Escolha uma das seguintes opções:
  • Cefazolina 6,25-12,5 mg/kg/dose EV a cada 6 horas, por 24 horas; [cms-watermark]
  • Cefalotina 20-40 mg/kg/dose EV a cada 6 horas, por 24 horas.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico e antitérmico: Em caso de dor ou febre ≥ 37,8ºC. Escolha uma das seguintes opções: [cms-watermark]
  • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO a cada 6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.

2. Opioide: Tramadol 0,02-0,04 mL/kg/dose EV a cada 8 horas.

    3. Antieméticos: Em caso de náusea e/ou vômito. Escolha uma das seguintes opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 0,02-0,1 mL/kg/dose EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 0,03-0,06 mL/kg/dose EV a cada 8 horas.
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Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Evitar seu uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação com IBPs reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.

Imobilização

Gesso pelvipodálico é utilizado para proteção no pós-operatório das fixações cirúrgicas realizadas. É mantido, em média, por 6 semanas até a consolidação das fraturas. Alguns tipos de fixação, especialmente em pacientes mais velhos, dispensam o uso de imobilização.

Tratamento Farmacológico

    1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das seguintes opções:
  • Dipirona gotas (500 mg/mL) 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO a cada 6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
    2. AINEs: E scolha uma das seguintes opções:
  • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias; [cms-watermark]
  • Ibuprofeno gotas (50 mg/mL) 0,6-2 gotas/kg/dose VO a cada 6 ou 8 horas. Dose máxima: 40 mg/kg/dia ou 1.200 mg/dia; maiores de 12 anos: 40 gotas/dose VO de 4/4 ou 6/6 horas. Dose máxima: 400 mg/dose ou 1.200 mg/dia. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
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Orientações ao Paciente

Recomendações:

  • Manter a imobilização limpa e seca;
  • Restrição de carga.
  • Autoria principal: Rafael Erthal de Paula (Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Joelho).

    Salvo S, Lu Y, Shi L, Wang W, et al. Radiological, clinical and functional outcome of children with traumatic hip dislocation: a multicenter review of 66 cases. Arch Orthop Trauma Surg. 2025; 45(1):194.

    Moore D, Gnap R, Monsell F. Traumatic injuries of the immature hip and pelvis. Curr Opin Pediatr. 2024; 36(1):90-7.

    Baumann AN, Ndjonko LCM, Schoenecker JG, et al. Clinical outcomes and associated pathologies following pediatric traumatic hip dislocations: a systematic review of the literature. J Pediatr Orthop. 2024; 44(1):e97-e105.

    Cahill DG, Yam MKH, Griffith JF. Imaging of the acutely injured hip. Radiol Clin North Am. 2023; 61(2):203-17.

    Xin P, Li Z, Pei S, et al. The incidence and risk factors for femoral head necrosis after femoral neck fracture in pediatric patients: a systematic review and meta-analysis. J Orthop Surg Res. 2023; 18(1):22.

    Lim EJ, Kim BS, Kim M, et al. Open reduction versus closed reduction in internal fixation of displaced femoral neck fracture in children: a systematic review and meta-analysis. J Orthop Surg Res. 2023; 18(1):49.

    Beaty JH, Azar FM, Canale ST. Campbell's operative orthopaedics. 14th ed. Philadelphia: Elsevier; 2020.

    Waters PM, Skaggs DL, Flynn JM. Rockwood and Wilkin’s fractures in children. 9th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer Health; 2019.

    Papalia R, Torre G, Maffulli N, et al. Hip fractures in children and adolescents. Br Med Bull. 2019; 129(1):117-28.

    Patterson JT, Tangtiphaiboontana J, Pandya NK. Management of pediatric femoral neck fracture. J Am Acad Orthop Surg. 2018; 26(12):411-9.

    Dial BL, Lark RK. Pediatric proximal femur fractures. J Orthop. 2018; 15(2):529-35.

    Hebert SK, Barros Filho TEP, Xavier R, et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2016.

    Waters PM, Skaggs DL, Flynn JM. Rockwood and Wilkins' fractures in children. 8th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer Health; 2015.

    Weinstein SL, Flynn JM. Lovell and Winter's pediatric orthopaedics. 7th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2013.

    Herring JA. Tachdjian's pediatric orthopaedics: from the Texas Scottish Rite Hospital for Children. 5th ed. Philadelphia: Elsevier; 2013.