Orientações ao Prescritor
Recomendações:
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O pilar do tratamento da úlcera venosa é reverter os efeitos da insuficiência venosa crônica;
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Além disso, devem ser tomados
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cuidados com a cicatrização e a prevenção de infecções;
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Tratamento para melhorar o fluxo venoso (citados em "Tratamentos Não Farmacológicos – Melhoria do Fluxo Venoso"): medidas compressivas, elevação dos membros inferiores e exercícios físicos;
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Cuidados com o curativo:
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Limpeza com soro fisiológico ou poli-hexanida (poli-hexametileno de biguanida − PHMB);
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Realizar curativos semioclusivos (objetivo: manter o leito úmido);
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Os curativos devem ser escolhidos de acordo com o tamanho da úlcera, localização, profundidade, umidade, presença de infecção, alergia, desconforto, controle de odor, facilidade e frequência de troca, custo e disponibilidade;
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Agentes emolientes: Ácidos graxos essenciais.
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Avaliar o leito da úlcera para auxiliar na escolha do tratamento e curativo (citados em "Tratamento Farmacológico – Curativos"):
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Presença de tecidos inviáveis (ex.: necrose, fibrina, tecido desvitalizado, necrótico, material estranho):
Indicar desbridamento. Pode ser mecânico (com gaze ou hidroterapia), enzimático (Colagenase, Fibrinolisina, Papaína), biológico (larvas, embora com poucos estudos), autolítico (hidrogéis, hidrocoloides);
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Se houver preocupação com a formação de biofilme:
Cadexômero de iodo, Poli-hexametileno de biguanida, coberturas e tópicos contendo prata;
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Quantidade de exsudato:
No excesso de exsudato: espuma de poliuretano, curativos com hidropolímeros, à base de carvão ativado, alginato de cálcio, hidrofibra, cardexômero de iodo. Se exsudato leve a moderado: hidrocolodoide, hidrogel, colágeno com ou sem prata, colagenase, fibrinolisina;
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Úlcera com fundo granulado:
Colágeno, hidrocoloide, hidrogel, filme transparente, curativo biológico;
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Outros tratamentos adjuvantes em estudo:
Estimulação elétrica, terapia com pressão negativa (para úlcera com exsudato leve a moderado ou fundo granulado), oxigenioterapia hiperbárica, ultrassom e laserterapia de baixa intensidade.
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Opções de tratamento sistêmico (citados em "Tratamento Farmacológico Adjuvante"):
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Direcionados para o tratamento da insuficiência venosa crônica;
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Exemplos: Pentoxifilina, Diosmina + hesperidina;
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Pentoxifilina: Possui maior evidência na literatura, sendo o adjuvante mais usado. Agente hemorreológico que reduz a viscosidade sanguínea, favorecendo a perfusão capilar e a redução da agregação plaquetária;
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Diosmina (com ou sem associação da Hesperidina) é um flavonoide sintético, com mecanismo de ação não totalmente esclarecido, mas com ação na micro e macrocirculação;
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A aspirina não tem evidência comprovada na insuficiência venosa isolada.
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Cirurgia:
A ablação venosa inicial e a intervenção cirúrgica podem corrigir o refluxo venoso superficial, melhorar a cicatrização e diminuir a taxa de recorrência. Em caso de úlcera grande, de duração prolongada e refratária às medidas conservadoras, pode ser indicado o enxerto cutâneo.
É importante reconhecer complicações associadas que possam prejudicar o tratamento da úlcera:
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Infecção local ou adjacente (celulite e erisipela);
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Dermatite de contato (muitas vezes causada pelo uso inadequado de antibióticos tópicos na lesão);
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Osteomielite;
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Transformação neoplásica.
Tratamento Farmacológico – Curativos
O curativo deve manter a umidade local na medida certa: nem seco, nem em excesso. A terapia compressiva deve ser associada aos curativos, sempre que possível. Escolha um dos esquemas.
Esquema A: Em caso de leito da úlcera com presença de tecidos inviáveis (ex.: necrose, fibrina, tecido desvitalizado, necrótico, material estranho).
Escolha uma das opções:
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Colagenase
(0,6 unidade/g pomada). Aplicar na úlcera com tecido desvitalizado 1x/dia até o leito evoluir para tecido de granulação;
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Fibrinolisina + desoxirribonuclease + cloranfenicol
(1 unidade/g + 666 unidades/g + 0,01 g/g). Aplicar fina camada na úlcera com tecido desvitalizado e cobrir com curativo secundário 1x/dia até o leito da úlcera evoluir para tecido de granulação;
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Papaína
(6% gel ou creme). Aplicar na úlcera com tecido desvitalizado e cobrir com gaze úmida 1x/dia até o leito da úlcera evoluir para tecido de granulação:
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Não deve ser usada em casos de maceração, hipersensibilidade ou úlcera sobre cartilagem, fáscia, tendão ou osso.
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Curativos à base de hidrocoloides:
Aplicar cobrindo toda a área da úlcera e trocar a cada 7 dias:
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Possuem camada externa de espuma de Poliuretano e camada interna de Carboximetilcelulose sódica;
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Não usar em úlcera com colonização crítica ou infecção e nas com isquemia associada;
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Atenção!
Pode causar maceração perilesional.
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Curativos à base de hidrogel:
Aplicar no leito da úlcera e cobri-la com curativo secundário, como gaze vaselinada. Trocar de acordo com o volume do exsudato, podendo permanecer de 1-3 dias:
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Gel transparente composto de água, Carboximetilcelulose e Propilenoglicol;
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Não usar em úlcera com colonização crítica ou infecção e nas com isquemia associada;
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Atenção!
Pode causar maceração perilesional.
Parágrafo de texto.
Esquema B: Controle de biofilme.
Escolha uma das opções:
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Cardexômero de iodo
(9% pomada). Aplicar no leito da úlcera até granulação da ferida, com troca a cada 2-3 dias (quando a cor muda de castanho para amarelo-acinzentado):
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Ex.: Iodosorb®;
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Alta capacidade para absorver exsudato. Serve para lesões criticamente colonizadas e infectadas, inclusive por MRSA.
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Poli-hexametileno de biguanida (PHMB):
Aplicar no leito da úlcera até granulação da ferida, com troca dependendo do protocolo usado:
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Eficaz contra para MRSA, VRE e fungos.
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Coberturas e tópicos contendo prata:
Aplicar no leito da úlcera até granulação da ferida, com troca dependendo do protocolo:
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Ex.: Sulfadiazina de prata;
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Eficaz contra MRSA, VRE e fungos.
Esquema C: Em caso de leito da úlcera com excesso de exsudato.
Escolha uma das opções:
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Espuma de poliuretano:
Aplicar na úlcera até melhora do exsudato, com troca a cada 1-7 dias (dependendo do exsudato). Pode ser usado como curativo primário ou secundário:
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Não usar em úlceras isquêmicas com escara na base, leito seco e/ou necrótico, úlceras com fístulas.
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Curativos com hidropolímeros:
Aplicar em toda a úlcera, ultrapassando 1 cm das suas bordas, e trocar no máximo em 7 dias ou se observados excesso de umidade e/ou extravasamento:
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Absorvem e retêm o exsudato, sem deixar o excesso em contato com o leito. Ex.: Aquacel®.
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Curativos à base de carvão ativado:
Aplicar em toda a úlcera, ultrapassando 1 cm das suas bordas, e trocar, no máximo, em 4 dias e se observados exsudato na camada externa e/ou extravasamento:
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Alta absorção com manutenção da umidade. Ex.: Carboflex®, Actisorb®, Acticare®.
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Alginato de cálcio:
Aplicar na úlcera até melhora do exsudato, com troca quando houver saturação do curativo (1-7 dias). Colocar cobertura secundária (filme transparente, gaze ou faixa crepe);
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Hidrofibra:
Aplicar na úlcera até melhora do exsudato, com troca quando houver saturação do curativo (1-2 dias). Colocar cobertura secundária (filme transparente, gaze ou faixa crepe);
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Cardexômero de iodo
(9% pomada). Aplicar no leito da úlcera até granulação da ferida, com troca a cada 2-3 dias (quando a cor muda de castanho para amarelo-acinzentado);
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Ex.: Iodosorb®;
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Alta capacidade para absorver exsudato. Indicado para lesões criticamente colonizadas e infectadas, inclusive por MRSA.
Esquema D: Em caso de leito da úlcera com quantidade leve a moderada de exsudato.
Escolha uma das opções:
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Curativos à base de hidrocoloides:
Aplicar cobrindo toda a área da úlcera e trocar a cada 7 dias:
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Possuem camada externa de espuma de Poliuretano e camada interna de Carboximetilcelulose sódica;
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Não usar em úlcera com colonização crítica ou infecção e nas com isquemia associada;
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Cuidado! Pode causar maceração perilesional.
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Curativos à base de hidrogel:
Aplicar no leito da úlcera e cobri-la com curativo secundário, como gaze vaselinada. Trocar de acordo com o volume do exsudato, podendo permanecer de 1-3 dias:
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Gel transparente composto de água, Carboximetilcelulose e Propilenoglicol;
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Não usar em úlcera com colonização crítica, infecção ou isquemia associada;
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Cuidado!
Pode causar maceração perilesional.
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Colágeno com ou sem prata:
Aplicar na úlcera até melhora do exsudato e com troca quando houver saturação do curativo:
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Colagenase
(0,6 unidade/g pomada). Aplicar na úlcera 1x/dia até melhora do exsudato;
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Fibrinolisina + desoxirribonuclease + cloranfenicol
(1 unidade/g + 666 unidades/g + 0,01 g/g). Aplicar fina camada na úlcera e cobrir com curativo secundário 1x/dia até melhora do exsudato;
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Papaína
(2-4%, gel ou creme). Aplicar na úlcera com tecido desvitalizado e cobrir com gaze úmida 1x/dia até o leito da úlcera evoluir para tecido de granulação:
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Não deve ser usada em casos de maceração, hipersensibilidade ou úlcera sobre cartilagem, fáscia, tendão ou osso.
Esquema E: Em caso de leito da úlcera com tecido granulado.
Escolha uma das opções:
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Colágeno com ou sem prata:
Aplicar na úlcera até melhora do exsudato, com troca quando houver saturação do curativo:
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Curativos à base de hidrocoloides:
Aplicar cobrindo toda a área da úlcera e trocar a cada 7 dias:
-
Possuem camada externa de espuma de Poliuretano e camada interna de Carboximetilcelulose sódica;
-
Não usar em úlcera com colonização crítica, infecção ou isquemia associada;
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Cuidado!
Pode causar maceração perilesional.
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Curativos à base de hidrogel:
Aplicar no leito da úlcera e cobri-la com curativo secundário, como gaze vaselinada. Trocar de acordo com o volume do exsudato, podendo permanecer de 1-3 dias:
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Gel transparente composto de água, Carboximetilcelulose e Propilenoglicol;
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Dersani® Hidrogel;
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Não usar em úlcera com colonização crítica, infecção ou isquemia associada;
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Cuidado!
Pode causar maceração perilesional.
Tratamento Não Farmacológico – Melhoria do Fluxo Venoso
1.
Medidas compressivas:
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Tratamento padrão-ouro para a úlcera venosa;
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Opções:
Ataduras compressivas, meias de alta compressão ou dispositivos de compressão ativa intermitente;
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Atadura compressível inelástica:
Bota de Unna (óxido de zinco a 10% + gomas sobre tecido de algodão em faixa) – Viscopaste®, Flexi-Dress®; sistema de velcro Circaid®;
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Atadura compressível elástica de camada única:
Surepress®, Tensopress®;
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Atadura compressível elástica multicamadas:
Coban-2®, Dyna-flex®. Terapia compressiva mais moderna; em geral, a primeira camada é de lã ortopédica, para absorver o exsudato e duas outras camadas elásticas (compressiva e coesiva) garantem a correta distribuição da pressão no local;
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Meia elástica de alta compressão:
Kit úlceras – Ulcer X Sigvaris®, com duas meias de compressão – uma primeira de leve compressão (15 a 20 mmHg), para manter o curativo no local durante a noite, e uma segunda (20 a 32 mmHg), a ser colocada sobre a anterior durante o dia; meias com zíper – Ulcercomfort Venosan® ou Ulcercare® (pressão no tornozelo de 30-40 mmHg ou 40-50 mmHg). São a melhor opção para a fase final de cicatrização e como medida de prevenção de recidivas. Com a úlcera ativa, o paciente encontra dificuldade em colocá-las corretamente,
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o que pode deslocar o curativo;
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Atenção especial deve ser dada à colocação da meia ou da atadura, para garantir a compressão correta e efetividade na
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prevenção e no tratamento das úlceras;
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Na insuficiência venosa crônica, a pressão externa exercida no tornozelo deve ser em torno de 35−40 mmHg. Após a cicatrização das úlceras, recomenda-se uma pressão de
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30-35 mmHg para prevenir recorrências;
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Deve-se excluir a insuficiência arterial periférica
antes de indicar medidas compressivas: índice tornozelo-braquial (ITB) < 0,9 indica presença de componente de insuficiência arterial e ITB < 0,5 contraindica medidas compressivas. Também deve ser excluída a presença de insuficiência cardíaca congestiva associada;
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Dor, excesso de exsudato e dificuldade de aplicação podem limitar o uso das medidas compressivas.
2.
Elevação dos membros inferiores acima do nível do coração:
30 minutos, 3-4x/dia (existem diversas recomendações sobre frequência e duração).
3.
Atividade física regular:
Caminhada diária, exercícios de flexão do tornozelo na posição sentada (estratégias baratas e seguras), exercícios com resistência progressiva + atividade física que promovam amplitude de movimento do tornozelo e do pé.
Tratamento Farmacológico Adjuvante
1.
Tratamento auxiliar:
E
scolha uma das opções para tratamento da insuficiência venosa:
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Pentoxifilina
(400 mg/comprimido): 2 comprimidos VO de 8/8 horas. Manter o uso pelo menos até o fechamento da úlcera;
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Diosmina + hesperidina
(900 mg + 100 mg/comprimido): 1 comprimido VO a cada 24/24 horas. Manter o uso pelo menos até o fechamento da úlcera.
Profilaxia
Prevenção das úlceras venosas:
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Emagrecimento.
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Atividade física.
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Reabilitação (no caso de doenças articulares).
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Evitar permanecer longos períodos em pé ou sentado.
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Aumentar o tempo de elevação das pernas.
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Terapia de compressão das pernas.
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Cirurgia para insuficiência venosa superficial ou profunda (quando indicada).
Cuidados
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Limpeza
:
lavagem com SF 0,9%, água potável ou Poli-hexametileno de biguanida gel (PHMB).
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Proteção da pele ao redor da úlcera: Evitar o contato com o material exsudativo.
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Hidratação da região periúlcera: uso de emolientes, por exemplo, à base de ácidos graxos essenciais (AGE).
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Procedimentos
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Desbridamento mecânico:
Aplicação de gaze umedecida com soro fisiológico até secar e ficar aderida ao leito da úlcera, sendo então removida por tração, trazendo junto o tecido desvitalizado. Outra opção é a hidroterapia com jato de água (evitar em úlceras isquêmicas associadas).
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Desbridamento biológico:
Uso de larvas (há poucos estudos comprovando a eficácia).
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Desbridamento enzimático e autolítico:
Citados em "Tratamento Farmacológico – Curativos".
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