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Definição: A e cobroncoscopia corresponde à utilização de ultrassonografia durante a broncoscopia, com o intuito de visualização das estruturas mediastinais ou intraparenquimatosas por via transbrônquica.
Sinônimos: U ltrassom endobrônquico; ultrassonografia endobrônquica; EBUS; EBUS TBNA; EBUS radial; EBUS linear.
Figura 1
Detalhe do exame de imagem da Figura 1. Ultrassom endobrônquico linear mostrando o linfonodo mediastinal e a agulha da biópsia.
Créditos:
Dra. Bruna Provenzano - Rio de Janeiro/RJ
Figura 2
Detalhe do exame de imagem da Figura 2. Ultrassom endobrônquico radial mostrando massa entremeada por parênquima pulmonar.
Créditos:
Dra. Bruna Provenzano - Rio de Janeiro/RJ
A ecobroncoscopia é um método diagnóstico de lesões mediastinais e pulmonares. Por meio do ultrassom, é possível localizar as estruturas e realizar a biópsia por aspiração com agulha ou por biópsia transbrônquica.
Além disso, é um método de estadiamento de mediastino nos casos de pacientes com neoplasia pulmonar ou mediastinal, sendo o padrão-ouro atualmente para o completo estadiamento desses pacientes. O EBUS é considerado o método de primeira escolha e padrão-ouro para o estadiamento invasivo inicial do mediastino em câncer de pulmão. É importante notar que em casos nos quais o EBUS resulta negativo, mas a suspeita de doença linfonodal no PET-CT é alta, a mediastinoscopia cirúrgica ainda pode ser indicada como um procedimento complementar para confirmar o resultado (evitar um falso-negativo).
Pode ser realizada sob sedação venosa ou sob anestesia venosa total, de forma que a via aérea será definida de acordo com o método de anestesia. Para casos de estadiamento ou de lesões supracarinais, o uso da máscara laríngea é mais recomendado. Caso contrário, pode ser utilizado tubo orotraqueal acima de 8.5.
Realiza-se uma broncoscopia convencional com a visualização de estruturas mediastinais ou intraparenquimatosas com o probe de ultrassom. A técnica varia de acordo com o tipo de probe e o objetivo do exame.
A principal limitação do EBUS são as cadeias linfonodais 5, 6, 8 e 9, as quais não são facilmente acessíveis pelo método.
Mais raras ainda são as complicações relacionadas com o material, como fratura da agulha e entrada do fragmento na corrente sanguínea. Estudos e revisões sistemáticas confirmam que a taxa de complicações graves permanece muito baixa, geralmente inferior a 1-2%, consolidando o EBUS como um procedimento extremamente seguro
Autoria principal: Bruna C. Provenzano (Clínica Médica, Terapia Intensiva e Pneumologia).
Revisão: Mariana Sobreiro (Clínica Médica e Geriatria).
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