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Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC)

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    Definição: A capacidade total de ligação do ferro (TIBC) pode ser conceituada como a quantidade de ferro máxima capaz de se ligar às proteínas plasmáticas, notadamente à transferrina (principal proteína transportadora do ferro no sangue).

Sinônimos: Capacidade Total de Ligação ao Ferro; Capacidade Total de Combinação do Ferro; Capacidade Total de Transporte do Ferro; Total Iron-Binding Capacity ; Capacidade Total de Fixação do Ferro; Capacidade Sideropéxica Total; Capacidade Ferropéxica Total; TIBC; TIBIC; CTLF; CLFT; Capacidade Total de Ligação do Ferro - Sangue.

Esse exame é realizado por meio da adição, no nível analítico, de uma solução saturada de ferro à amostra, de modo que todo o conjunto das moléculas de transferrina fique ligado ao ferro (o excesso desse elemento é retirado ao acrescentar o carbonato de magnésio em seguida).

Sua concentração correlaciona-se diretamente com a da transferrina, acompanhando seus níveis. A determinação da TIBC pode ser considerada uma medida indireta de avaliação da quantidade disponível de transferrina.

Desse modo, há uma relação matemática em que a TIBC pode ser calculada com base na concentração da transferrina:

  • TIBC (micrograma/dL) = transferrina (mg/dL) x 1,25.

Existem técnicas disponíveis para a detecção direta da TIBC, bem como técnicas indiretas, que utilizam a soma do ferro com a da capacidade não saturada/latente de ligação do ferro (UIBC) para a determinação da TIBC.

Outros testes são, frequentemente, solicitados em conjunto, a fim de auxiliar na interpretação dos resultados, como ferro, ferritina, transferrina e saturação da transferrina.

    Indicações:
  • Investigação, monitoramento e diagnóstico diferencial de anemias e doenças inflamatórias;
  • Auxiliar a avaliação do status corporal de ferro;
  • Screening de condições que cursam com sobrecarga crônica de ferro.

Como solicitar: Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC).

  • Orientações ao paciente: A coleta deve ser feita pela manhã, com jejum de 8-12 horas, e antes de eventual administração de ferro e/ou hemotransfusão;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e refrigerar (2-8 o C) a amostra em seguida;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.
  • De 250-450 microgramas/dL.

Observação! Os valores de referência para a capacidade total de ligação do ferro podem variar de acordo com laboratório clínico e metodologia utilizada. [cms-watermark]

  • Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar a determinação;
  • Pacientes submetidos à hemotransfusão devem aguardar alguns dias para nova realização do exame (testes para a avaliação do ferro podem ser menos confiáveis se realizados em menos de 4-7 dias após hemotransfusão);
  • Os níveis de ferro apresentam variação durante o dia, sendo maiores pela manhã e menores ao anoitecer;
  • O uso de testes/tratamentos que utilizem compostos radioativos pode, eventualmente, alterar os resultados;
  • Condições que alterem a capacidade de ligação da transferrina ou de outras proteínas transportadoras podem prejudicar a correlação entre os níveis da TIBC e da transferrina;
  • Doenças hepáticas ou síndrome nefrótica (hiperferritinemia e hipotransferrinemia) são condições que podem superestimar a TIBC;
  • Há uma diferença estatisticamente significativa de resultados entre métodos diretos, indiretos e calculados para a determinação da TIBC.
    Aumento:
  • Deficiência de ferro;
  • Dano hepático agudo;
  • Perda sanguínea aguda ou crônica;
  • Gravidez (fase tardia);
  • Drogas: estrogênio, progesterona.
    Diminuição:
  • Anemia de doença crônica;
  • Anemia sideroblástica;
  • Anemia hemolítica;
  • Hemocromatose;
  • Estados inflamatórios/infeciosos;
  • Malignidades;
  • Síndrome nefrótica;
  • Hipoproteinemia;
  • Hipertireoidismo;
  • Talassemia;
  • Drogas: Cloranfenicol, Testosterona, Cortisona.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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