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Definição: No contexto de pandemias ou desastres naturais, ou até mesmo em regiões com pouca estrutura e recursos, pode ocorrer a falta ou escassez de determinadas medicações como sedativos e bloqueadores neuromusculares, que são necessários para os cuidados de pacientes críticos. O desafio é encontrar alternativas terapêuticas acessíveis e plausíveis que possam ser utilizadas nesses pacientes.
Em grande parte das vezes é necessário algum grau de sedação durante o uso de ventilação mecânica, porém em algumas situaçãoes específicas, não é obrigatória a utilização de uma sedação contínua.
Diariamente deve-se realizar tentativas de redução ou suspensão de sedativos e bloqueadores neuromuscular, avaliando a tolerância e resposta do paciente.
Em cenários onde medicações rotineiras para sedação como Midazolam e Fentanil não estão disponíveis, pode-se fazer uso com segurança de outras classes de medicamentos substitutos, como veremos adiante.
Quando sedativos de rotina como Midazolam e Fentanil estão em falta, podemos substituir tais drogas por outras classes de medicação de forma segura e confortável e com efeito semelhante. Como por exemplo:
Pacientes internados em unidade intensiva em ventilação artificial por período prolongado, em situações de escassez de medicações usuais.
As contraindicações estão relacionadas com cada droga e com o estado clínico de cada paciente.
Autoria principal: Gabriela Queiroz (Anestesiologia).
Revisão:
Vinicius Zofoli (Terapia Intensiva).
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