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Definição: Utilizados predominantemente para infusão de quimioterápicos, hemodiálise, nutrição parenteral, plasmaférese, transplante de medula óssea e infusão de medicamentos por longa permanência. Os benefícios e as complicações estão em constante discussão no meio médico.
Em geral, as vias de acesso são divididas em supradiafragmáticas (rotineiras e alternativas) e infradiafragmáticas (rotineiras e alternativas). Esta última via não é utilizada rotineiramente no implante de cateteres totalmente implantáveis.
A maior parte dos acessos é pela técnica de Seldinger, em ambiente estéril e com fluoroscopia em sala.
Os acessos rotineiros podem ser facilitados com o uso do ultrassom, reduzindo o acidente de punção. Em sua maioria, são confeccionados sob anestesia local injetável.
Jugular interna: Referência anatômica para punção é a fossa supraclavicular e o espaço situado entre o dois feixes do músculo esternocleidomastóideo.
Subclávia: Cerca de 1 cm abaixo da clavícula e entre os seus terços lateral e médio, é puncionado com agulha 18G em direção ao manúbrio e obliquada ligeiramente no sentido da profundidade.
Ou posiciona-se o paciente em decúbito dorsal horizontal com a cabeça em posição mediana inclinada para baixo a 30 graus (Trendelenburg), com o pescoço levemente estendido. O ponto de inserção do cateter é na junção do terço médio com o terço medial da clavícula. Após anestesia local, insere-se a agulha com ângulo de 30 graus em relação à pele até a passagem sob a clavícula (a agulha deve passar tangenciando a clavícula). A partir daí, a agulha é inclinada 10 a 15 graus e direcionada à fúrcula esternal.
Femoral: Puncionada medialmente à pulsação da artéria femoral.
Cefálica, epigástrica, peitorais, tronco tireocervical e facial: São vias utilizadas através de dissecção cirúrgica. Após passagem do fio-guia, uma imagem fluoroscópica deve ser obtida para localizar o posicionamento deste na veia cava. Neste momento, é confeccionado um sítio de saída do cateter na parede torácica (acesso supra), e o mesmo é passado por um túnel subcutâneo, tendo-se cuidado de deixar o manguito de dácron aproximadamente a 1 cm de saída do cateter. Em seguida, o cateter é fixado na pele.
Os totalmente implantáveis diferem na técnica apenas na fixação do receptáculo no subcutâneo.
Os CIPS são inseridos através da punção de uma veia periférica. Menor incidência de infecção, porém, maior taxa de trombose e flebite.
As infecções podem ser manejadas com o uso de antibioticoterapia e nem sempre é necessária a retirada do cateter, correspondendo a 60% dos casos.
Autoria principal: Daniel Falcão Pereira da Fonseca (Cirurgia Vascular).
Revisão:
Felipe Victer (Cirurgia Geral).
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