CID-10: I47 – Taquicardia paroxística
CID-10: I49 – Outras arritmias cardíacas
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PRESCRIÇÃO NO PRONTO SOCORRO
QRS ESTREITO E R-R REGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
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SEM REVERSÃO APÓS MANOBRA VAGAL
1. Adenosina 3 mg/mL ------------------------------ 1 amp
- Administrar 2 mL (6 mg) via EV bolus rápido em Y ou torneira de 3 vias.
- Realizar flush imediato com 20 mL de SF 0,9%.
Se não houver reversão:
- Repetir 4 mL (12 mg) EV bolus + flush de 20 mL de SF 0,9%.
- Pode repetir mais 1 vez se necessário.
- Dose máxima: 30 mg.
2. Oxigênio suplementar
- Administrar se SatO2 < 94%.
3. Monitorização contínua
# FIM DA RECEITA 1 – TAQUIARRITMIA DE QRS ESTREITO REGULAR
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PRESCRIÇÃO ALTERNATIVA
QRS ESTREITO E R-R REGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
SE NÃO HOUVER REVERSÃO COM ADENOSINA
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OPÇÃO 1 – BETABLOQUEADOR
1. Metoprolol 1 mg/mL ------------------------------ q.s.p.
- Administrar 2,5 a 5 mg EV lento em 3–5 minutos.
- Repetir a cada 10 minutos até controle da frequência.
- Dose máxima: 15 mg.
# FIM DA RECEITA 2 – CONTROLE DE FREQUÊNCIA COM BETABLOQUEADOR
OU
OPÇÃO 2 – AMIODARONA
DOSE DE ATAQUE
1. Amiodarona 150 mg/3 mL ------------------------------ 1 amp
- Diluir 3 mL em SG 5% 100 mL.
- Administrar via EV em 10 minutos.
DOSE DE MANUTENÇÃO
2. Amiodarona 150 mg/3 mL ------------------------------ 6 amp
- Diluir 18 mL em SG 5% 232 mL.
- Infundir via EV a 16 mL/h nas primeiras 6 horas.
- Depois reduzir para 8 mL/h nas 18 horas seguintes.
# FIM DA RECEITA 3 – AMIODARONA EM TAQUIARRITMIA SUPRAVENTRICULAR
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PRESCRIÇÃO NO PRONTO SOCORRO
QRS ALARGADO E R-R REGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
(TAQUICARDIA VENTRICULAR MONOMÓRFICA)
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CARDIOVERSÃO QUÍMICA
DOSE DE ATAQUE
1. Amiodarona 150 mg/3 mL ------------------------------ 1 amp
- Diluir 3 mL em SG 5% 100 mL.
- Infundir via EV em 10–15 minutos.
- Pode repetir até 3 vezes a cada 15 minutos, se necessário.
DOSE DE MANUTENÇÃO
2. Amiodarona 150 mg/3 mL ------------------------------ 6 amp
- Diluir 18 mL em SG 5% 232 mL.
- Infundir via EV a 11 mL/h por 24 horas.
- Iniciar após administração da dose de ataque.
3. Oxigênio suplementar
- Administrar se SatO2 < 94%.
4. Monitorização contínua
# FIM DA RECEITA 4 – TV MONOMÓRFICA ESTÁVEL
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PRESCRIÇÃO NO PRONTO SOCORRO
QRS ALARGADO E R-R IRREGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
(TORSADES DE POINTES / TV POLIMÓRFICA)
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TORSADES DE POINTES (QT LONGO)
1. Sulfato de Magnésio 10% ------------------------------ 20 mL
- Diluir 20 mL em SF 0,9% 100 mL.
- Administrar via EV em 15 minutos.
OU
2. Sulfato de Magnésio 50% ------------------------------ 4 mL
- Diluir 4 mL em SF 0,9% 100 mL.
- Administrar via EV em 15 minutos.
3. Oxigênio suplementar
- Administrar se SatO2 < 94%.
4. Monitorização contínua
# FIM DA RECEITA 5 – TORSADES DE POINTES
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PRESCRIÇÃO NO PRONTO SOCORRO
QRS ALARGADO E R-R IRREGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
(TV POLIMÓRFICA COM QT NORMAL)
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1. Amiodarona 150 mg/3 mL ------------------------------ 1 amp
- Diluir 3 mL em SG 5% 100 mL.
- Administrar via EV em 15 minutos.
2. Oxigênio suplementar
- Administrar se SatO2 < 94%.
3. Monitorização contínua
# FIM DA RECEITA 6 – TV POLIMÓRFICA COM QT NORMAL
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PRESCRIÇÃO NO PRONTO SOCORRO
PACIENTE INSTÁVEL
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1. Dieta zero
2. SF 0,9% 500 mL ------------------------------ 1 frasco
- Administrar via EV aberto.
3. Midazolam 5 mg/mL ------------------------------ 1 amp
- Diluir 1 mL em 4 mL de água destilada.
- Administrar 1 mL via EV lento.
4. Fentanil 50 mcg/mL ------------------------------ 1 amp
- Administrar 1 mL via EV lento.
5. Amiodarona 150 mg/3 mL ------------------------------ 6 amp
- Diluir 18 mL em SG 5% 232 mL.
- Administrar via EV a 16 mL/h nas primeiras 6 horas, seguido de 8 mL/h nas 18 horas seguintes.
- Iniciar após reversão da taquiarritmia.
6. Oxigênio suplementar
- Administrar em cateter nasal ou máscara.
7. Monitorização contínua
8. Cabeceira elevada 30–45º
# FIM DA RECEITA 7 – PACIENTE INSTÁVEL COM CARDIOVERSÃO ELÉTRICA
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OPÇÕES DE TRATAMENTO
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QRS ESTREITO E R-R REGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
(tratamento da taquicardia supraventricular regular)
1º passo – Manobras vagais:
- Massagem do seio carotídeo por 5–10 segundos
- Manobra de Valsalva por 15 segundos
- Manobra de Valsalva modificada:
▸ Posicionar o paciente sentado a 45º
▸ Solicitar soprar uma seringa de 20 mL vazia por 15 segundos
▸ Após a manobra, colocar o paciente em decúbito dorsal com MMII elevados a 45º por 15–45 segundos
▸ Depois retornar à posição inicial
2º passo – Adenosina:
- Primeira escolha após falha da manobra vagal
3º passo – Metoprolol:
- Se não houver reversão com adenosina
4º passo – Amiodarona:
- Alternativa quando betabloqueador indisponível
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QRS ALARGADO E R-R REGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
(TV monomórfica)
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- Fazer cardioversão química com amiodarona
- Se não houver reversão → cardioversão elétrica sincronizada
- Carga inicial: 100 J
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QRS ALARGADO E R-R IRREGULAR – PACIENTE ESTÁVEL
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TORSADES DE POINTES (TV polimórfica com QT longo)
- Sulfato de magnésio EV é a primeira escolha
TV POLIMÓRFICA COM QT NORMAL
- Amiodarona EV
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PACIENTE INSTÁVEL
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Sinais de instabilidade:
- Confusão
- Hipotensão
- Precordialgia
- Dispneia
Conduta:
- Cardioversão elétrica sincronizada imediata com sedação
- Exceção: taquicardia ventricular polimórfica (QRS largo e irregular)
→ realizar desfibrilação
CARGAS NO DESFIBRILADOR BIFÁSICO
QRS estreito e regular:
- 50–100 J → cardioversão
QRS estreito e irregular:
- 120–200 J → cardioversão
QRS largo e regular:
- 100 J → cardioversão
QRS largo e irregular:
- 200 J → desfibrilação
Se não reverter:
- Repetir com carga maior
Se reverter:
- Prescrever amiodarona EV 900–1200 mg em 24 horas
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MEDIDAS ADJUVANTES
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SEDAÇÃO PRÉ-PROCEDIMENTO
(alvo: sedação moderada/profunda)
Opções:
- Midazolam + Fentanil
- Propofol + Fentanil
- Ketofol (Quetamina + Propofol)
Doses usuais:
Midazolam
- Dose: 0,02 a 0,03 mg/kg
- Administrar fracionado, titulando conforme resposta
Fentanil
- Dose: 1 mcg/kg
- Administrar 1 mL EV lento, repetir se necessário
Propofol
- Dose: 0,5–1 mg/kg
- Administrar em pequenas alíquotas EV
Quetamina
- Dose: 1 mg/kg
- Pode ser associada ao propofol
Oxigênio:
- Oferecer suplementação de O2 durante preparo
- Desligar fluxo de O2 no momento da cardioversão
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ORIENTAÇÕES AO PACIENTE
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- Orientar previamente sobre o procedimento sempre que possível.
- Avisar que a adenosina pode causar desconforto transitório importante.
- Após cada cardioversão, reavaliar ritmo e estabilidade clínica.
- Se houver necessidade de nova cardioversão, sincronizar novamente o aparelho.
- Após reversão bem-sucedida, manter observação clínica e monitorização.
- Observar recuperação da sedação antes de alta ou transferência.